Pilriteiro  |  espinheiro-alvar

Crataegus monogyna Jacq.

Família: Rosaceae  ; Publicação: 1775

Distribuição geográfica: quase toda a Europa, norte de África e Ásia. Ocupa todo o território português.

Caducidade: caduca

Altura: até 10m, normalmente 4m

Longevidade: pode atingir os 500 anos

Porte: arbusto ou pequena árvore de copa arredondada, com ramos providos de espinhos longos e aguçados, dispostas nas axilas das folhas.
Ritidoma: tronco liso e acinzentado que se torna progressivamente mais fendido.
Folhas: simples, alternas, até 4-5cm, ovadas ou obovadas, de base cunheada ou subtruncada, verde-escuras na página superior e glaucas na inferior, glabras ou escassamente pilosas, com estípulas +/- fundamente lobadas, com 3-7 lobos dentados.
Estrutura reprodutiva: flores hermafroditas agrupadas 10-20, em corimbos; corola com 7-15mm de diâmetro, regular, de pétalas livres branco-rosadas; sépalas triangulares, persistentes, reflexas, menosres que as pétalas; estames 5-25; carpelos 1-5, unidos pelo menos na base; estilete único; fruto drupa vermelha ou vermelha-acastanhada, glabra, globosa ou ovóide, 6-10mm; 1-5 sementes muito duras.
Floração: março, abril, maio
Maturação dos frutos: agosto, setembro, outubro

Habitat e ecologia: arbusto espontâneo comum em diversos tipos de solo, indiferente ao pH, preferindo solos soltos e frescos. Normalmente vive em altitudes baixas, mas suporta temperaturas até -18°C. Espécie de plena luz, embora cresça bem em qualquer situação. Necessita de humidade no solo. Dá-se bem em climas quentes e resiste bem às geadas. Suporta poluição atmosférica. É uma importante fonte de alimento para larvas de muitas espécies de lepidópteros. Existem mais de 140 espécies de insectos associados à árvore. É susceptível ao fogo bacteriano.

Usos e costumes: com interesse ornamental. Em certos países os frutos (pilritos), são usados na preparação de bebidas alcoólicas. Pode ser usado como porta-enxerto de pereira. Utiliza-se para formar sebes espinhosas resistindo bem às podas. Recomendada para zonas urbanas poluídas e zonas litorais.

Modos de propagação: Por semente. Plantá-la assim que estiver madura, no outono. Algumas sementes germinarão na primavera, no entanto, a maior parte provavelmente demorará mais um ano. Germinar as sementes no interior é um processo difícil e deveras lento. Devem ser estratificadas 3 meses a 15°C e a seguir outros 3 meses a 4°C, podendo ter de se esperar ainda 18 meses até germinar. Escarificar a semente antes de estratificar pode reduzir este tempo. A fermentação da semente durante alguns dias na sua própria polpa pode também acelerar o processo. Outra hipótese é colher a semente ainda verde (quando o embrião já se desenvolveu mas antes de a casca da semente endurecer) e plantá-la imediatamente. Com um bom timing é possível que germinem na primavera. Se estiver a reproduzir poucas plantas, sepáre-as em vasos assim que tenham tamanho suficiente para manejar e deixe crescer durante o primeiro ano, antes de as plantar no exterior, nos seus locais definitivos. Se quiser reproduzir grandes quantidades, será melhor plantá-las directamente no exterior, numa cama/caixa própria, protegendo-as de ratos e outros animais. Deixe-as crescer até terem o tamanho suficiente para o transplante, mas faça cortes nas raízes se as plantas ficarem no local por mais de 2 anos.

Designação em inglês / espanhol: Common Hawthorn / Majuelo

Estado de conservação:  NE | DD | LC | NT | VU | EN | CR | EW | EX

* NE (Não avaliada), DD (Informação insuficiente), LC (Não preocupante), NT (Quase ameaçada),VU (Vulnerável), EN (Em perigo), CR (Em perigo crítico), EW (Extinta na natureza), EX (Extinta)

Tendência populacional: decrescente | estável | crescente | desconhecida

Nota: Segundo a Lista Vermelha da IUCN. Estado de conservação a nível global. O seu estado e tendência em Portugal pode diferir.

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Rúben Boas

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Rúben Boas

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Rúben Boas

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zona mais adequada à plantação