Bétula  |  vidoeiro, bidoeiro

Betula celtiberica Rothm. & Vasc.

Família: Betulaceae  ; Publicação: 1940

Sinónimos: B. alba auct. lusit., B. pubescens auct. lusit., B. verrucosa auct. lusit.

Distribuição geográfica: quase toda a Europa, centro e norte da Ásia. Em Portugal, nas terras altas do centro e norte.

Caducidade: caduca

Altura: até 20m

Longevidade: normalmente entre 80 e 140 anos.

Porte: árvore média de copa conico-piramidal com ramos horizontais e raminhos pendentes.
Ritidoma: branco quando adulta; ramos jovens com pêlos e glândulas resinosas amareladas.
Folhas: simples, alternas, rombóides ou rombóide-ovadas com 4-6 x 3-5cm, de rebordo irregularmente dentado ou serrado, agudas no ápice.
Estrutura reprodutiva: flores em amentos pendentes na ponta dos ramos que se formam antes das folhas.
Floração: abril, maio
Maturação dos frutos: finais de inverno, princípios da primavera

Habitat e ecologia: turfeiras, margens de cursos de água e locais húmidos das regiões elevadas em solos profundos. Forma pequenos bosques e prefere solos siliciosos. Espécie de plena luz. Ocorre preferencialmente entre os 400 e 1800m, mas também desde 0 a 2000m. Suporta bem temperaturas muito baixas. Tolera ventos fortes mas não exposição marítima. É uma árvore de crescimento rápido, que é das primeiras a colonizar espaços abertos, possibilitando o aparecimento de outras árvores. Existem cerca de 200 espécies de insetos associadas à Bétula. As árvores são muito apreciadas por aves para nidificar, assim como as suas folhas servem de alimento para cervídeos. Como fonte de biomassa para os cursos de água, a espécie acaba por ser importante na criação de uma cadeia trófica que culmina nas trutas e na toupeira de água.

Usos e costumes: utilizada como planta de jardim ou florestal. A parte interna do ritidoma, que se chamava “librum”, era utilizada como papel na Antiguidade, e ainda hoje a madeira se utiliza para pasta de papel. Em medicina popular utiliza-se a seiva como diurético, antirreumático e anti-inflamatório renal. A seiva pode ser fermentada para produzir a “cerveja de bidoeiro”. As folhas jovens são comestíveis cruas ou cozinhadas. Uma infusão das folhas é usada para tratar a gota e reumatismo, sendo uma boa dissolvente de pedras nos rins. A madeira é macia, leve e durável. É uma boa árvore para melhorar o solo e para ter por perto da pilha de compostagem pois acelera a fermentação.

Modos de propagação:  Por semente: semear assim que estiverem maduras, cobrindo-as ligeiramente num local com luz. Se a germinação for fraca pode cobrir-se a zona de plantação com um vidro aumentando a temperatura. Quando as plantas tiverem o tamanho suficiente para manusear coloque-as em vasos individuais e proteja-as pelo menos durante o primeiro inverno. Plante-as finalmente nos locais desejados na primavera.

Designação em inglês / espanhol: White Birch / Abedul

Estado de conservação:  NE | DD | LC | NT | VU | EN | CR | EW | EX

* NE (Não avaliada), DD (Informação insuficiente), LC (Não preocupante), NT (Quase ameaçada), EN (Em perigo), CR (Em perigo crítico), EW (Extinta na natureza), EX (Extinta)

Nota: Segundo a Lista Vermelha da IUCN. Estado de conservação a nível global. O seu estado em Portugal pode diferir.

PERIGO: Os hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos presentes no alcatrão de bétula são irritantes para a pele. Não utilizar em pacientes com edema ou com fracas funções cardíacas e renais.

betuladesenho.jpg

Rúben Boas

betulaf.jpg
betulaflfr.jpg

naturaleza naturalmente - blogspot

betulatr.jpg

servetbiblio.blogspot.com

betulamapa.jpg

zona mais adequada à plantação