Bem-vindo!

Este é um espaço dedicado às árvores e arbustos autóctones de Portugal continental. Face aos problemas ambientais que causam grandes mudanças no nosso clima e paisagem, todos nós devemos contribuir para construir um futuro melhor.

 

O principal objetivo é promover a plantação de espécies indígenas, que se adequam ao clima sem precisar de cuidados especiais, sendo fundamentais para a manutenção da biodiversidade e dos recursos hídricos. Podem também ser aproveitadas em termos económicos, pela madeira ou frutos, na criação de áreas de recreio, entre outras.


A secção Espécies Autóctones contém informação sobre as espécies que ocorrem naturalmente no nosso país, tais como distribuição, descrição, métodos de propagação, utilizações, assim como fotografias. Já nas Espécies Invasoras, encontram-se algumas das espécies exóticas, que pelo seu comportamento, ameaçam o habitat das espécies nativas.

O Fórum é um espaço onde se podem partilhar experiências ou colocar questões relativas a esta temática.

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A floresta nativa

Ao longo de vários séculos a floresta em Portugal sofreu grandes alterações pela ação do homem. Hoje em dia proliferam as plantações de pinheiro-bravo e eucalipto e escasseiam os bosques originais de carvalhos. Interessa portanto, tentar imaginar como seria o coberto vegetal do nosso território sem a intervenção humana.

O território continental português é influenciado por dois tipos de clima: o altlântico e o mediterrânico. O norte litoral é naturalmente constituído por bosques caducifólios dominados pelo carvalho-roble (Quercus robur) e padreiro (Acer pseudoplatanus). No sul do país, o sobreiro (Quercus suber) e a azinheira (Quercus rotundifolia) formam florestas de folha persistente. Em áreas de transição, afetadas tanto pelo clima atlântico como pelo mediterrânico, aparece o carvalho-cerquinho, (Quercus faginea) árvore de folha marcescente, entre a folha caduca e persistente.

Há no entanto, outros fatores que aumentam a diversidade da floresta, como a natureza do solo, a proximidade do mar, altitude, etc. Em zonas continentais de clima rigoroso como no interior norte e centro, ocorrem espécies como o castanheiro (Castanea sativa) e a cerejeira-brava (Prunus avium). Por oposição, em locais mais amenos e húmidos encontra-se o loureiro (Laurus nobilis) e o raro azereiro (Prunus lusitanica).

O teixo (Taxus baccata) e a bétula (Betula celtiberica) são exemplos da flora de maior altitude. Já associados a cursos de água, surgem várias espécies ripícolas como os salgueiros, (Salix spp.) amieiro (Alnus glutinosa), freixo, (Fraxinus angustifolia) etc.