zimbro galego desenhoRúben Vilas Boaszimbro galego frutosGabriel Hernándezzimbro galego troncowest-crete.comzimbro galego floresDavis Landscape Architecturezimbro galego mapazona mais adequada à plantação

 

 

 

 

 

Zimbro-galego (zimbro-de-Espanha, oxicedro)
Juniperus oxycedrus L.

Família: Cupressaceae
Publicação:1753
Sinónimos: J. oxycedrus L. subsp. badia (H.Gay) Debeaux

Distribuição geográfica: região mediterrânica, da Península Ibérica e Marrocos até ao norte do Irão. Em Portugal encontra-se no interior norte e centro.

Caducidade: persistente

Altura: até 12m, raramente acima de 8m

Porte: árvore ou arbusto, muito ramosa. De copa ampla e cónica, por vezes adquirindo formas irregulares por efeito de podas ou herbivoria de cabras e ovelhas.
Ritidoma: tronco grosso e direito de ritidoma fibroso, pardo-acinzentado.
Folhas: 3 por nó, simples, semelhantes entre si, aciculares, rígidas, com duas faixas estomáticas esbranquiçadas na página superior separadas por uma nervura verde e menor que 25mm de comprimento.
Estrutura reprodutiva: árvore dióica; flores unissexuais, as masculinas formadas por 3 ou mais sacos polínicos na face abaxial (inferior) de uma pequena escama; as femininas resultando num gálbulo baciforme, carnudo, vermelho a castanho, com 8-15mm de diâmetro.
Floração: inverno, princípios da primavera
Maturação dos frutos: no 2º ano

Habitat e ecologia: matagais extremes ou bosques mistos de Querci, em áreas quentes, secas e continentais. Ocorre dos 0 aos 1500m, embora escasso a partir dos 1000m. Indiferente ao pH, preferindo solo solto e ligeiro, nunca encharcado. Prospera em qualquer exposição solar embora prefira as solarengas. Precipitações anuais entre os 300 e os 1200mm. Muito resistente ao frio e à seca. Espécie de crescimento lento. Planta dióica (com indivíduos masculinos e femininos).

Usos e costumes: as suas “bagas” e resinas usavam-se outrora como antisséptico e anti-helmíntico; a sua madeira é ornamental e pode ser usada em ebanisteria; por ser compacta utilizou-se na construção e fabrico de lápis. No passado eram muito utilizadas para produzir esteios para as vinhas, sendo podadas no monte para esse efeito. As frutificações são consumidas por cabras e ovelhas; por destilação extrai-se do lenho o óleo de cade que é usado no tratamento de eczema e psoríase.

Modos de propagação: Por semente: a semente tem um invólucro duro e pode demorar bastante a germinar. Requer um período de estratificação a frio, seguido de um período ameno e, novamente frio, cada um destes demorando de 2 a 3 meses. Mergulhar a semente em água a ferver durante 3-6 segundos pode ajudar no processo. Deve semear as sementes assim que estiverem maduras. Algumas poderão germinar na primavera seguinte mas, a maior parte demorará mais um ano. Pode contudo tentar-se semear ainda em verde, antes de capa ter endurecido. Quando as plantas tiverem algum tamanho, separe-as em vasos individuais e plante-as na primavera. As sementes armazenadas num local seco podem manter-se viáveis por vários anos. Por estaca: estacas lenhificadas 5-10 cm com parte do ramo anterior na base, em setembro / outubro, plantando-se definitivamente no outono seguinte. Também por alporquia em setembro / outubro, demorando 12 meses.

Informações adicionais: o tamanho do gálbulo e comprimento das folhas são muito variáveis, o que impede o reconhecimento de subespécies em Portugal.

Designação inglesa / espanhola: Prickly Juniper / Enebro rojo