zimbro anao desenhoRúben Vilas Boaszimbro anao frutosTom Fischerzimbro anao frutosFrancisco Clamotezimbro anao floresJouko Lehmuskalliozimbro anao mapazona mais adequada à plantação

 

 

 

 

 

Zimbro-anão
Juniperus communis L.

Família: Cupressaceae
Publicação:1753

Distribuição geográfica: vasta área de ocupação ao longo de todo o hemisfério norte temperado, abrangendo assim a Europa, Ásia e América. Em Portugal, na Serra da Estrela, Peneda e Gerês.

Caducidade: persistente

Altura: normalmente até 1m, mas ocasionalmente até 10m.

Longevidade: entre 100 e 200 anos

Porte: arbusto prostrado ou erecto.
Ritidoma: castanho–acinzentado fendilhando-se e destacando-se em lascas.
Folhas: 3 por nó, cimples, semelhantes entre si, aciculares, rígidas, com uma faixa estomática esbarnquiçada na página superior e menores que 1cm de comprimento.
Estrutura reprodutiva: planta dióica; flores unissexuais, as masculinas formadas por 3 ou mais sacos polínicos na face abaxial (inferior) de uma pequena escama; as femininas resultando nnum gálbulo baciforme carnudo, globoso e negro-azulado.
Floração: março-abril
Maturação dos frutos: demoram 18 meses a maturar (outono)

Habitat e ecologia: matos extremes orotemperados, urzais de montanha em co-dominância com a Erica australis subsp. aragonensis. Indiferente quanto ao pH do solo, prosperando em terrenos pobres e bem drenados. Tolera alguma sombra. Tem um crescimento muito lento, crescendo poucos centímetros por ano. As bagas são alimento de aves como os tordos e são um ótimo abrigo para ninhos em terras altas.

Usos e costumes: as suas “bagas” (gálbulos baciformes) eram usados na Antiguidade para produzir o então chamado vinho de zimbro, que deu hoje lugar à zimbrada internacionalmente conhecida de genebra ou gin; são ainda hoje usadas para condimentar carnes e consumidas por cabras e ovelhas. Podem ser ingeridos crus ou cozinhados mas com precaução (VER PERIGO). Ramos verdes ou secos são um bom repelente de insetos. A madeira é muito dura e durável, com bom desempenho em contacto com o solo mas, normalmente não tem dimensões úteis.

Modos de propagação: Por semente: a semente tem um invólucro duro e pode demorar bastante a germinar. Requer um período de estratificação a frio, seguido de um período ameno e, novamente frio, cada um destes demorando de 2 a 3 meses. Mergulhar a semente em água a ferver durante 3-6 segundos pode ajudar no processo. Deve semear as sementes assim que estiverem maduras. Algumas poderão germinar na primavera seguinte mas, a maior parte demorará mais um ano. Pode contudo tentar-se semear ainda em verde, antes de capa ter endurecido. Quando as plantas tiverem algum tamanho, separe-as em vasos individuais e plante-as na primavera. As sementes armazenadas num local seco podem manter-se viáveis por vários anos. Por estaca: estacas lenhificadas 5-10 cm com parte do ramo anterior na base, em setembro / outubro, plantando-se definitivamente no outono seguinte. Também por alporquia em setembro / outubro, demorando 12 meses.

Informações adicionais: distinguem-se 2 subespécies em Portugal difíceis de diferenciar entre si (são frequentes indivíduos de morfologia intermédia razão pela qual alguns autores admitem apenas a ocorrencia da subsp. alpina); a J. communis subsp. alpina (Suter) Celak tem um hábito prostrado e folhas mucronadas e encurvadas para diante; os indivíduos de J.communis subsp. hemisphaerica (K. Presl) Nyman são mais altos, têm ramos erguidos e folhas patentes não mucronadas.

Designação inglesa / espanhola: Common Juniper / Enebro común

PERIGO: Apesar do fruto ser usado frequentemente medicinalmente e para aromatizar comida e bebidas, doses elevadas pode causar lesões renais. Não deve ser ingerido por mulheres grávidas. O uso continuado pode causar diarreia e não se deve consumir durante mais de 6 semanas.