pinheiro-manso desenhoRúben Vilas Boaspinheiro-manso folhasRúben Vilas Boaspinheiro-manso troncoRúben Vilas Boaspinheiro-manso mapazona mais adequada à plantação

Pinheiro-manso
Pinus pinea L.

Família: Pinaceae
Publicação:1753

Distribuição geográfica: sul da Europa e oeste da Ásia. É uma espécie certamente indígena em Portugal continental cuja área primitiva de distribuição é hoje impossível de precisar. Ocorre possivelmente de forma espontânea com grande viço sobretudo na bacia do Sado.

Caducidade: persistente

Altura: até 30m

Longevidade: média de 250 anos

Porte: árvore de copa abobadada, ampla, densa em forma de guarda-sol, tronco ramificado na parte superior.
Ritidoma: grosso, pardacento e gretado
Folhas: aciculares de 10-20 x 0,1-0,2cm, agrupadas em pares sobre pequenos talos, cor verde-intenso.
Estrutura reprodutiva: pinhas solitárias, aos pares ou aos trios, ovaliformes com 8-14 x 7-10cm de apófises convexas e cor brilhante. Contém uma semente áptera comestível (o pinhão).
Floração: março, abril, maio
Maturação dos frutos: amadurecem depois de três verões e o pinhão cai no outono do terceiro ano ou na primavera do quarto.

Habitat e ecologia: Ocorre de preferência sobre solos profundos e arenosos de regiões quentes e sem geada, embora tenha sido cultivado por quase todo o país. Prospera até aos 1000m. Espécie de luz ou meia-luz. Necessita de precipitações anuais médias superiores a 250mm, normalmente entre os 400 e os 800mm. Temperaturas suportáveis entre os -10 e os 40ºC. Tolera a seca assim que está bem estabelecida. As secreções das folhas inibem a germinação de sementes, reduzindo a quantidade de plantas que crescem debaixo da árvore.

Usos e costumes: a par da oliveira e do cipreste, esta espécie é outra árvore emblemática do Mediterrâneo. Muito cultivada pela madeira e pelo pinhão comestível. É uma árvore muito apreciada como ornamental.

Valores nutricionais do pinhão (por 100 g / %DDR):

Energia: 2815 kJ (673 kcal)
Hidratos de carbono: 13,1 g
- dos quais açucares: 3,6 g
- dos quais amido: 1,4 g
- dos quais fibra: 3,7 g
Lípidos: 68,4 g
- dos quais saturados: 4,9 g
- dos quais monoinsaturados: 18,7 g
- dos quais poli-insaturados: 34,1 g
Proteínas: 13,7 g
Água: 2,3 g

Vit. A: 1 µg (0%)
Betacaroteno: 17 µg (0%)
Vit. B1: 0,4 mg (35%)  
Vit. B2: 0,2 mg (17%)
Vit. B3: 4,4 mg (29%)
Vit. B5: 0,3 mg (6%)
Vit. B6: 0,1 mg (8%)
Vit. B9: 34 µg (9%)
Clolina: 55,8 mg (11%)
Vit. C: 0,8 mg (1%)
Vit. E: 9,3 mg (62%)
Vit. K: 53,9 µg (51%)

Cálcio: 16 mg (2%)
Ferro: 5,5 mg (42%)
Magnésio: 251 mg (71%)
Manganês: 8,8 mg (419%)
Fósforo: 575 mg (82%)
Potássio: 597 mg (13%)
Zinco: 6,4 mg (67%)

Modos de propagação:  Por semente: O melhor é colocar a semente, logo que madura, no local definitivo. No entanto, fazer estratificação durante 6 semanas a 4°C pode ajudar na germinação de sementes que estejam armazenadas.  As plantas têm um sistema radicular fraco e desenvolver-se-ão melhor quanto mais cedo forem colocadas no seu local definitivo. Devem ser plantadas nas suas posições finais ainda pequenas, até 90 cm, mas quanto mais pequenas melhor. Para um óptimo desenvolvimento deverá colocar-se uma camada de matéria que iniba o crescimento de outras plantas em seu redor (casca de pinheiro, folhas de pinheiro secas). Árvores de maior dimensão poderão ter problemas de crescimento por vários anos, afectando as suas raízes e a resistência ao vento. Dependendo do local, deve proteger-se as pequenas árvores do frio. Por estaca: este método só resulta a partir de árvores jovens (até 10 anos).  Deve usar-se ramos com apenas um fascículo de folhas usando-o desde a sua base. Contudo, o crescimento a partir deste método revela-se lento.

Designação inglesa / espanhola: Umbrella pine / Pino piñonero

PERIGO: A madeira, serrim e resina de várias espécies de pinheiro podem causar dermatite em pessoas sensíveis.