A floresta nativafloresta clima

Ao longo de vários séculos a floresta em Portugal sofreu grandes alterações pela ação do homem. Hoje em dia proliferam as plantações de pinheiro-bravo e eucalipto e escasseiam os bosques originais de carvalhos. Interessa portanto, tentar imaginar como seria o coberto vegetal do nosso território sem a intervenção humana.

O território continental português é influenciado por dois tipos de clima: o altlântico e o mediterrânico. Sendo assim, e de uma forma geral, o norte litoral é naturalmente constituído por bosques caducifólios dominados pelo carvalho-roble (Quercus robur) e padreiro (Acer pseudoplatanus). No sul do país, o sobreiro (Quercus suber) e a azinheira (Quercus rotundifolia) formam florestas de folha persistente. Finalmente, entre os dois, existe uma área que é afetada tanto pelo clima atlântico como pelo mediterrânico onde aparece o carvalho-cerquinho, (Quercus faginea) árvore de folha marcescente, que faz a transição entre as florestas caducifólias e perenifólias.

Há no entanto, outros fatores que aumentam a complexidade e diversidade da floresta portuguesa, como a natureza do solo, a proximidade do mar, altitude, etc.

Em zonas mais continentais de clima rigoroso como no interior norte e centro, ocorrem espécies como o castanheiro (Castanea sativa) e a cerejeira-brava (Prunus avium). Por oposição, em locais mais amenos e húmidos encontra-se o loureiro (Laurus nobilis) e o raro azereiro (Prunus lusitanica).

O teixo (Taxus baccata) e a bétula (Betula celtiberica) são exemplos da flora que ocorre em terras de maior altitude. Por outro lado, associados a cursos de água surgem várias espécies ripícolas como os salgueiros, (Salix spp.) amieiro (Alnus glutinosa), freixo, (Fraxinus angustifolia) etc.

 

Nesta secção irão sendo disponibilizadas fichas informativas das principais árvores e arbustos que ocorrem espontaneamente em Portugal continental. Pretende-se dar a conhecer aos visitantes várias caraterísticas de cada espécie como: os habitats onde prosperam, a altura ou longevidade que alcançam, como se reproduzem, os usos a que se prestam, os modos de propagação, etc.

As fotografias e os mapas de distribuição contidos nas fichas são também úteis para que consiga identificar as espécies mais facilmente. Os mapas de distribuição mostram de uma forma geral a área onde será mais adequada a plantação dessa espécie, ou seja, onde esta encontrará condições mais favoráveis ao seu desenvolvimento e integração no ecossistema.

Quer-se que esta secção esteja em constante renovação e atualização, para isso pode contribuir para o enriquecimento das fichas informativas enviando fotografias ou outras informações para o e-mail florestar.net@gmail.com